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FCR, ADG e livability: o relatório de lote em inglês

Você já sabe interpretar esses números em português. O que trava é o nome deles em inglês, na hora em que o técnico de fora pergunta.

Danilo Soares
Danilo Soares
4 min de leitura
Arte do artigo sobre indicadores do relatório de lote em inglês

O gerente da integradora manda o relatório e pergunta: "How's the flock performing?". Você sabe exatamente como o lote está. Sabe a conversão, sabe a mortalidade, sabe que a uniformidade caiu na quarta semana. O que trava é dizer isso em inglês, com as siglas certas, sem soar inseguro.

Esse artigo resolve isso. Cada indicador do relatório, com o nome em inglês, como se lê em voz alta e a frase pronta para usar.

FCR: a sigla mais importante do galpão

FCR é Feed Conversion Ratio, a conversão alimentar. Fala-se soletrando: "ef-cee-ar". Também aparece como feed conversion ou, em textos mais antigos, feed efficiency.

O ponto que trava a maioria não é o conceito, é ler o número em voz alta. 1.65 se diz "one point six five", não "one comma sixty five". Ponto, não vírgula.

Frase pronta: "Our FCR closed at one point six five at 42 days, slightly above target."

ADG e peso: como falar de crescimento

ADG é Average Daily Gain, o ganho de peso diário. Body weight é o peso corporal, e target weight é o peso alvo. Repare que em inglês técnico o peso quase sempre vem em gramas, não em quilos, quando se fala de frango de corte: "2,850 grams", e não "2,85 kg".

E cuidado com o separador: 2,850 em inglês é dois mil oitocentos e cinquenta, não dois vírgula oitenta e cinco.

Frase pronta: "Average daily gain is sixty-eight grams, and body weight at 42 days reached two thousand eight hundred and fifty grams."

Mortalidade, livability e a diferença entre elas

Aqui mora uma confusão comum. Mortality é a mortalidade, o percentual que morreu. Livability é o oposto, o percentual que sobreviveu. Um relatório internacional costuma trazer livability, e não mortalidade, então 96% de livability quer dizer 4% de mortality.

E tem uma terceira: culling, que é o descarte, as aves eliminadas por refugo. Somadas, mortality e culling dão o que muitos chamam de total depletion.

  • Mortality rate: taxa de mortalidade
  • Livability: viabilidade, o percentual que chegou vivo ao abate
  • Culling ou cull rate: descarte, refugagem
  • First week mortality: mortalidade de primeira semana, o indicador que denuncia problema de pinteiro ou de brooding
  • Total depletion: baixa total, mortalidade mais descarte

Frase pronta: "Livability was ninety-six point two percent, with first week mortality at zero point nine percent."

Uniformidade e o índice que fecha o relatório

Uniformity é a uniformidade do lote. CV é o coefficient of variation, o coeficiente de variação, e quanto menor, mais uniforme está o lote.

E tem o número que resume tudo: o EPEF, European Production Efficiency Factor, também chamado de production index ou broiler index. É o índice de eficiência produtiva, que junta peso, idade, viabilidade e conversão num número só.

Frase pronta: "Uniformity was eighty-four percent and the EPEF came in at four hundred and twelve."

O relatório inteiro, numa frase de abertura

Quando o técnico pergunta como está o lote, você não precisa despejar tudo. Comece com uma frase de resumo e deixe ele puxar o detalhe:

"The flock closed at 42 days with 2,850 grams, FCR one point six five, livability ninety-six percent and an EPEF of four hundred and twelve."

Essa única frase entrega os quatro números que qualquer técnico do mundo quer ouvir primeiro. Se você decorar só ela, já muda o tom da conversa.

Como treinar isso sem depender de reunião de verdade

O erro mais comum é tentar decorar a lista. Não funciona, porque na hora da pressão a memória de lista some. O que funciona é usar os seus próprios números.

Pegue o relatório do último lote que você fechou, com os valores reais, e escreva a frase de abertura acima trocando pelos seus dados. Leia em voz alta três vezes. Faça isso com três lotes diferentes e o padrão gruda, porque você não está decorando inglês, está falando do seu trabalho.


Nenhum desses termos é difícil. O que trava não é o vocabulário, é nunca ter falado em voz alta. E isso se resolve com repetição curta, no seu próprio contexto, e não com curso de inglês genérico.

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